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Chuva....
Lá
fora a chuva cai.
Sua
música ritmada e
monótona
Embala
a tarde.
É
um acalanto triste
Mas
é belo em sua tristeza.
Porque
a beleza tem também o seu lado sombrio.
Vendo
cair a chuva benfazeja,
Que
renova o ar e a vida
Percebo
a semelhança
Que
há entre ela e o pranto,
Chuva
interior que renova o coração,
O
quanto é belo o pranto,
Quando
à semelhança da chuva que fecunda
A
terra ressequida
Transforma,
vitaliza, e fecunda
As
fibras de uma alma dolorida.
Lídice

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