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O
desânimo muitas vezes parece por tudo a perder.
Mas, se queres ser gentil para contigo, não
permita que tal estado permaneça mais que um
segundo, mais que um momento fugaz em tua mente.
O desânimo deixa-te solitário, mostrando
duramente tua fraqueza, tua pequenez, tua falta
de confiança na vida que teima em florescer a
cada passo que dás.
Quer, em essência, provar-te que és o contrário
daquilo que Deus estabeleceu para ti.
Mas, se deres da tua amorosidade, da tua
compreensão, verás no lugar da tua tão imaginária
pequenez, tua força reaparecer, iluminando tua
doce natureza.
Uma natureza protegida dos perigos do mundo e até
mesmo dos teus pensamentos que por muitas e
muitas vezes tentam derrubar o que de mais
precioso um ser pode trazer consigo: a bênção
de Deus, o sinal na fronte a brilhar, mostrando
do que és feito.
O desânimo não pode servir àquele que busca
pelo seu tesouro.
O desânimo não pode coabitar com a fé que
existe no crescer, no expandir.
O desânimo é o sinal preciso de que deste
lugar às ilusões, é o sinal de que calaste o
teu coração.
O caminho às vezes pode ser árduo, mas... Para
cada passo, uma flor. Para cada flor, um
conhecer.
Para cada conhecer, um pouco mais de ti, da tua
essência, será posto em tuas mãos.
Nestes simples encontros repousa o motivo para
estares aqui, agora.
Desperta Criança de Deus, a vida é mais, muito
mais do que podes imaginar!
(Angel)

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