Madre Tereza de Calcutá 

Meu Deus,
por livre escolha
e por teu amor,
desejo permanecer aqui
e fazer o que a tua vontade
exige de mim.


Não! Não voltarei atrás.
A minha comunidade são os pobres.
A sua segurança é a minha.
A sua saúde é a minha.


A minha casa é a casa dos pobres.
A sua segurança é a minha.


A sua saúde é a minha.


A minha casa é a casa dos pobres:
Não apenas dos pobres
mas dos mais pobres dos pobres.


Daqueles de quem as pessoas
já não querem aproximar-se
com medo contágio e da porcaria
porque estão cobertos
de micróbios e vermes.


Daqueles que não vão rezar,
porque não podem sair nus de casa.


Daqueles que já não comem
porque não têm força para comer.


Daqueles que se deixam cair pelas ruas,
Conscientes de que vão morrer,
e ao lado dos quais
os vivos passam
sem lhes prestar atenção.


Daqueles que já não choram,
porque se lhes esgotaram as lágrimas;
Dos intocáveis.

 

 

 

 

Há fatos curiosos na vida de Madre Teresa em que podemos ver um sinal da aprovação de Deus à sua obra. Ela mesma conta:

"Era a minha primeira volta pelas ruas de Calcutá depois de ter deixado Loreto e ter regressado de Patna. A certa altura aproximou-se mim um sacerdote pedindo-me um donativo para uma coleta que estava a realizar-se a favor da boa imprensa. Tinha saído de casa com cinco rúpias. Já tinha dado quatro aos pobres. Entreguei-lhe a única rúpia que me restava. ao entardecer, o mesmo sacerdote veio ao meu encontro com um envelope. disse-me que lhe tinha sido dado por um senhor desconhecido que ouvira falar dos meus projetos e me queria ajudar. No envelope vinham cinqüenta rúpias. Naquele momento tive a sensação de que Deus começava a abençoar a

 minha obra e que nunca me abandonaria."