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O
N T E M
Ontem
-
sozinhos
- eu e
tu sentados,
Nos
contemplamos
quando a
noite
veio:
Queixosa
e mansa
a viração
dos
prados
Beijava
o rosto
e te
afagava
o seio,

Que
palpitava
como ao
longe o
mar...
E
lá no céu
esses
rubis
pregados
Brilhavam
menos
que teu
vivo
olhar!
Co'a
mão nas
minhas,
no silêncio
augusto,

Tu
me
falavas
sem
mentido
susto,
E
nunca a
virgem
que a
paixão
revela,
Passou
- me em
sonhos tão
formosa
assim!

Vendo
essa
noite
pura, e
a ti tão
bela,
Eu
disse
aos
astros:
- dai o
céu a
ela!
Disse
teus
olhos: -
dai amor
pr'a
mim!

(Victor
Hugo -
tradução
de
Casimiro
de
Abreu)
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